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Do Reino da Galiza até aos nossos dias: a língua portuguesa na Galiza 

5º Colóquio Anual da Lusofonia com o apoio da

 

 

regressar página inicial   atalho Actas

 Bragança, Portugal 2-4 Outubro 2006 

Para 2006 escolhemos como tema central o problema da Língua Portuguesa na Galiza

Subordinada ao título Do Reino da Galiza até aos nossos dias: a língua portuguesa na Galiza, o Colóquio da Lusofonia 2006 irá ter como tema central o problema da Língua Portuguesa na Galiza: como se impõe uma língua oficial artificial, que não é falada pela maior parte dos habitantes, análise da situação, desenvolvimentos nos últimos anos, projectos e perspectivas presentes e futuras. Ainda em debate estarão os problemas da Tradução como forma de perpetuar e manter a criatividade da Língua Portuguesa nos quatro cantos do mundo.

Tema 1: Língua Portuguesa na Galiza
 Como a sociolinguística tem mostrado nas últimas décadas as línguas não mudam em bloco. Uma língua, um dialecto, mesmo um idiolecto não são homogéneos, mas comportam variedades internas que são parte integrante do sistema. Se o objecto da linguística histórica é a mudança linguística, o objecto da história da língua é uma língua em particular, na sua existência definida temporal e espacialmente.  Conhecer a situação na Galiza desde as origens, e a sua evolução. Conhecer as principais linhas de rumo da literatura galega no período pós-Franco, em defesa da cultura, dos valores solidários e dos direitos históricos da Galiza.

 O conflito entre reintegracionistas, normativos e os outros: um genocídio da língua? Compreender o papel histórico desempenhado pelos intelectuais e políticos galegos. Extrair conclusões sobre os conflitos e respectivos desenlaces da História.

  Permitir o debate aberto sobre a língua na Galiza; tanto sobre a sua forma gráfica, como sobre o conceito de língua (língua isolada ou parte activa do tronco galaico-português), e a sua difícil situação actual.

 A situação do galego é paradoxal. Se atendermos a critérios linguísticos,  é uma das formas do português e, neste sentido, é uma língua nacional -uma forma especial, pois foi na antiga Gallaecia que nasceu a língua de Camões. Mas conforme ao uso maioritário da população, quer no atinente à ortographia, a formalização da língua ou corpus, quer atendendo ao estatuto social ou status, em relação ao castelhano, a situação do galego mais se assemelha a um patuá  (patois), apesar dos avanços observados nas últimas décadas.

 No V Colóquio irão debater-se os modelos de normalização linguística na Galiza e a situação presente, onde o genocídio linguístico atingiu uma forma nova e subtil, já não através da perseguição aberta e pública do galego, como em décadas passadas,  mas pela promoção social, escolar e política de uma forma oral e escrita deturpada, castelhanizada, a par de uma política de exclusão dos dissidentes lusófonos. Uma Galiza que luta pela sua sobrevivência linguística, numa altura em que a UNESCO advertiu do risco de castelhanização total nas próximas décadas. 

Tema 2: Tradução
Os problemas da tradução serão também debatidos como forma de perpetuar e manter a criatividade da língua portuguesa nos quatros cantos do mundo, algo que é importante realçar pois as pessoas não se apercebem muitas vezes destra vertente.
“Enquanto a tradução de obras portuguesas não estiver suficientemente difundida, a Lingua portuguesa não pode alcandorar-se ao nível de reconhecimento mundial doutras línguas, quiçá com menos falantes mas com uma política da língua que continua a inexistir. Começa a haver um certo número de traduções de livros de autores portugueses, mas é altamente deficiente e deficitária. Uma das formas de preservar a língua é através da tradução. Só a tradução de obras permite a divulgação, algo muito importante na preservação da língua.
I - Temas:
1. Do Reino da Galiza até aos nossos dias: a Língua Portuguesa na Galiza
Subtemas:

1.1. Como se impõe uma língua oficial que não é falada pela maior parte dos habitantes – Análise da situação, 1.2.   Do Galaico-Português até hoje. Acontecimentos no último século,

1.3.   Projectos, perspectivas: o presente e o futuro da lusofonia europeia (Galiza e Portugal) Análises comparativa e contrastiva.

1.4. A situação dos direitos linguísticos no Reino da Espanha / na Comunidade Autónoma

. Galega

1.5.- Linguística e sociolinguística

1.6. - Literatura nacional: língua e sistema literário

1.7. - ONG culturais e processo normalizador na Comunidade Autónoma Galega do Reino da Espanha.

 

 2. Tradução Estudos de Tradução e Interpretação - que futuro?
Subtemas:

2.1.  Tradutores e Ferramentas

2.2.   O Ensino da Tradução e a Tradução no Ensino

2.3.  A tradução como instrumento de preservação e revitalização linguística

 

Objectivos:

Tema 1: GALIZA

Como a sociolinguística tem mostrado nas últimas décadas as línguas não mudam em bloco. Uma língua, um dialecto, mesmo um idiolecto não são homogéneos, mas comportam variedades internas que são parte integrante do sistema. Se o objecto da linguística histórica é a mudança linguística, o objecto da história da língua é uma língua em particular, na sua existência definida temporal e espacialmente.

 

Conhecer a situação na Galiza desde as origens, e a sua evolução. Conhecer as principais linhas de rumo da literatura galega no período pós-Franco, em defesa da cultura, dos valores solidários e dos direitos históricos da Galiza.

Permitir o debate aberto sobre a língua na Galiza; tanto sobre a sua forma gráfica, como sobre o conceito de língua (língua isolada ou parte activa do tronco galaico-português), e a sua difícil situação actual. O conflito entre reintegracionistas, normativos e os outros: um genocídio da língua?

Compreender o papel histórico desempenhado pelos intelectuais e políticos galegos. Extrair conclusões sobre os conflitos e respectivos desenlaces da História.

 

A situação do galego é paradoxal. Se atendermos a critérios linguísticos,  é uma das formas do português e, neste sentido, é uma língua nacional -uma forma especial, pois foi na antiga Gallaecia que nasceu a língua de Camões. Mas conforme ao uso maioritário da população, quer no atinente à ortographia, a formalização da língua ou corpus, quer atendendo ao estatuto social ou status, em relação ao castelhano, a situação do galego mais se assemelha a um patuá  (patois), apesar dos avanços observados nas últimas décadas.

 

No V Colóquio irão debater-se os modelos de normalização linguística na Galiza e a situação presente, onde o genocídio linguístico atingiu uma forma nova e subtil, já não através da perseguição aberta e pública do galego, como em décadas passadas,  mas pela promoção social, escolar e política de uma forma oral e escrita deturpada, castelhanizada, a par de uma política de exclusão dos dissidentes lusófonos. Uma Galiza que luta pela sua sobrevivência linguística, numa altura em que a UNESCO advertiu do risco de castelhanização total

nas próximas décadas. Delinear linhas de acção para a propagação e preservação da Língua Portuguesa na Galiza

 

Tema 2: TRADUÇÃO

A explosão das novas tecnologias permitiu criar preciosos instrumentos de apoio à tradução. Graças a eles, o tradutor torna-se cada vez mais eficaz, melhorando o seu trabalho simultaneamente em qualidade e rapidez.

As tarefas de coordenação ou o trabalho em equipa que caracterizam a profissão de tradutor são igualmente simplificados mediante a colocação em rede de competências.

Surgiram vários cursos superiores de Tradução mas o mercado aparenta saturação, e a maioria desses cursos parece desajustada à realidade profissional.

Quem apresenta soluções e propostas de intervenção?

 

 

Tema 1. Galiza                                                                                             regressar página inicial    

 

1)       Alexandre Banhos

A língua da Galiza no quadro jurídico estatutário e as suas perspectivas num novo estatuto autonómico

2)       António V. Bento

A língua galega: perspectiva histórica e contributo apara a sua compreensão

3)       António Gil Hernández

Aos 100 anos da Real Academia Gallega de la Coruna Mais uma análise de discurso

4)       Carlos Figueiras

A promoção da língua portuguesa no sistema educativo da Comunidade Autónoma Galega. Uma política linguística de fronteira.

5)       Gerardo Uz (Minho M.)

Fazer jornalismo em português na Galiza

6)       Héctor Canto (Plataforma)

Caminhos para a reintegraçom: os média portugueses na Galiza."

7)       Isaac Alonso Estraviz

O dicionário electrónico Estraviz

8)       José Luís Do Pico O.

Introdução à historiografia do folclore galego-português

9)       Lino Moreira da Silva

Integração linguística e desenvolvimento dos povos: o caso das interacções do galego com o português

10)   Luís Fontenla Figueroa

Vantagens e desvantagens  de cada norma ortográfica em uso na Galiza

11)   Maria Vilarinho

Visão e revisão de Rosalía de Castro na historiografia literária

12)   Marisa Moredo Leirado

Os marcadores conversacionais como marca de cortesia no Galego actual

13)   José-Martinho Montero Santalha

Um novo repto: a Academia Galega da Língua Portuguesa

14)   Rudesindo Soutelo

O Corpus Musicum Gallaeciae

15)   Teresa Carro (MDL)

A actividade do Movimento Defesa da Língua e as suas propostas para a promoção da língua e cultura galego-portuguesas

16)   Xavier Vilhar Trilho

A recíproca conveniência de a Galiza e Portugal levar a termo algum tipo de  unificação política e, no mínimo, a plena unidade linguística.

17)   Xosé Manuel Sánchez Rei

A língua do romanceiro transmontano e a sua proximidade com o galego: algumas questões sintácticas

18)   Xosé Ramón Freixeiro

Algumas considerações a propósito do português na Galiza

19)   Zenóbia C M Cunha

Dicionário da língua portuguesa arcaica – uma tentativa de resgatar o idioma galaico-português

Suplente:

20)   Ângelo Cristóvão

A lusofonia galega: processos e modelos desde 1980

 

Tema 2: Tradução                                                                                              regressar página inicial    

 

21)   Adelaide Chichorro

De como a língua alemã faz imenso bem à lusofonia, e vice-versa

22)   Anabela Mimoso

A edição bilingue

23)   Barbara Terseglav

Línguas minoritárias e a importância da tradução

24)   Isabelle Oliveira

O lugar do tradutor no mundo hodierno

25)   Kelson Santos Araújo

Jacqueline H. Araújo

Os Cursos Superiores de Tradução no Brasil e uma Proposta para Introdução do Ensino dos Aplicativos Computadorizados de Auxílio à Tradução"

26)   Regina Célia C. Pereira da Silva

O tradutor e o problema da multicultura

 

 

 

 

Biodados e Sinopses

 

 

1.      Adelaide Chichorro Ferreira, CIEG – Centro Interuniversitário de Estudos Germanísticos - Linha de Investigação em Linguística Contrastiva e Interdisciplinar, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra                 regressar página inicial    

 XE "Adelaide Chichorro Ferreira,"

 

Nascida em 1960, Maria Adelaide de Sousa Chichorro Ferreira é, desde 2003, Professora Auxiliar do Grupo de Estudos Germanísticos da Universidade de Coimbra, tendo desempenhado a sua actividade científica essencialmente no domínio da Linguística Contrastiva, com trabalho desenvolvido através de várias publicações, nacionais e internacionais, nos últimos tempos em torno das relações entre Ecologia e Linguagem. Tem leccionado na Universidade de Coimbra, e não só, em vários domínios, desde o alemão, o português e o inglês como língua estrangeira à Didáctica do Alemão, passando pela Linguística Alemã e mesmo pela Tradução. Mais recentemente vem-se dedicando, também nas suas aulas, à relação entre Linguagem e Ambiente. 

 

2.      Alexandre Banhos, Sociólogo                                                                                                     regressar página inicial    

 

– Licenciatura em sociologia, especialidade de Populaçom (demografia e ordenamento do território) (Complutense)

– Master em Gestom de Qualidade da Formaçom (UNED)

– Curso de especializaçom em Direito Tributário (Faculdade de Direito– Compostela)

ACTIVIDADES

– Membro do Conselho Reitor da EGAP (Escola Galega de Admom. Pública).

– Membro do Comité latino-americano de Administraçom para o desenvolvemento (CLAD) (tendo participado activamente nos congressos de Buenos Aires, Lisboa, Madrid, Panamá)

– Participei como relator nos Congressos sobre a língua galego-portuguesa na Galiza

nº III.– "A língua galega e as actividades sindicais",

IV.- "O modelo de normalizaçom da Junta da Galiza um modelo de substituiçom linguística".

V.– "A ordenaçom do território e a língua na construçom dum modelo linguístico dominante".

– Na Universidade Católica de Lisboa " Galiza fronteıra entre Portugal e Espanha"

– A Convite do movimento vizinhal do Porto: Porto eixo clave para a Galiza sermos nós em Portugal"

– Múltiplas exposições públicas na Galiza sobre as mais diversas questões, por ex. Ano 2000 ano Castelao, em várias localidades: Sobre a Vida e a Obra de Castelao.

 -Publicaçom de artigos em revistas científicas, AGÁLIA e outras, sobre os seguintes temas:

– Linguísticos, sobre organizaçom do território, política, história análises jurídicas económicas, ecológicas…

– Co-autor do livro editado em Portugal sobre o relacionamento da Galiza e Portugal edt. Arracada.

– Colaborador habitual semanal d’A Nosa Terra de 1982 a 1989, publicando sob os nomes de CBA, ABC, CB, BC, CAB e artigos sem assinatura

– Autor do primeiro plano de normalizaçom linguística da Administraçom

- Autor dum informe para a Comissom Europeia sobre a sutuaçom linguística na Galiza.

- Autor de parte da denúncia do estado espanhol ante o Conselho de Europa polo incumprimento da Carta Europeia das línguas.

– hai que sinalar que tenho utilizado mais de méio centenar de pseudónimos, e tenho escrito milhares de páginas, muitas delas de intervençom imediata sobre os mais diversos temas, alguns dos meus heterónimos mais conhecidos som José Chão de Lamas, e César Munhiz.

- colaborador actual de Novas da Galıza e a Peneıra

 

tema: A  SITUAÇÃO JURÍDICA DO PORTUGUÊS DA GALIZA, NA GALIZA

 

1- Antecedentes do processo de certo grau de oficialização do português da Galiza no passamento da Ditadura a democracia.

1.1.- A questão da formalização gráfica, no quadro da normativa espanhola a respeito desta matéria.

1.2.- O role dos agentes actuantes gerados polo nacionalismo e polos sectores comprometidos coa língua

2- A situação na Galiza (e no estado espanhol) do português da Galiza no quadro jurídico, e na pratica diária e institucional.

3- A actuação dos agentes normalizadores e a aceitação do quadro jurídico do português da Galiza para os principais agentes (partidos políticos) galegos.

4- O Português da Galiza na mudança do quadro institucional. Um novo Estatuto para a Galiza e para a sua língua.

5- Os processos sociais produzidos ao longo destes 26 anos de institucionalização de certa português da Galiza.

6- Portugal tam perto e tam longe

7- O Português da Galiza, que fazer no momento presente para garantir certa possibilidade de sobrevivência do mesmo como língua real na Galiza no século XXI.

 

3.      ANABELA MIMOSO, CONFRARIA QUEIROSIANA                                                     regressar página inicial    

 

Licenciada em História, Mestre em Cultura Portuguesa, doutora em Cultura Portuguesa, pela FLUP

 

Livros para crianças e jovens:

História de um Rio Contada por um Castanheiro (esgotado); O Manuscrito da Grad' Ouro (co-autora), (esgotado) – Porto Editora; Era um Azul tão Verde (1992); O Tesouro da Moura (1993); Dona Bruxa Gorducha -  (1995 e distinguido em 1996 pela Revista Whiteravens) – Colecção “Barquinhos de Papel” – Porto Editora (esgotados); “O Arrumador- em Contos da Cidade das Pontes; O Último Período, (2002); Um Sonho À Procura De Uma Bailarina (2002); Parabéns, Caloira! (2003); Quando nos Matam os Sonhos (2005) - ed. Âmbar; Como um Pé-de-Vento (co-autora), Xunta da Galiza (2005); O Tesouro do Castelo do Rei (2006), etc..

 

Outras obras:

 1972/5 traduções para a  Livraria Civilização Ed.,"Colecção Hoje"; co-autora de manuais escolares para o ensino de Português do 5º,6º,7º,8º e 9º anos – Porto Editora (entre 1980 e 2000);  Colaboração na colectânea de poesia da Associação de Escritores de Gaia, Antologia (1992) e com o conto “A Casa” na colectânea de Contos da Associação de Escritores de Gaia - Contos e Ditos -(1993); Coordenação da colecção "Barquinhos de Papel" – Porto Editora;

Autora dos trabalhos de investigação: "Contos e Histórias de Gonçalo Fernandes Trancoso - um Livro Exemplar" in Revista de Línguas e Literatura da FLUP, 1998; “O Papel dos novos/velhos desafios na recuperação da memória oral”, in Pedagogias do Imaginário (coord. de Armindo Mesquita), Ed. Asa, 2002 (co-autora); “O Porto na Literatura Infanto-juvenil contemporânea”, Malasartes, nº 10, Dezembro de 2002; “Didáctica de uma Visita”, O Docente, Julho, 2004; “Para o Estudo da Paremiologia”, Revista de Portugal, nº 1, 2004; “São brancas e vermelhas…” – texto para o catálogo da Expocamélia 2005; “Morte Redentora” – J.L. nº 900; “O Paratexto no séc. XVII: a folha de rosto” – Revista de Portugal, nº 2, 2005, etc.

ACTIVIDADE CULTURAL:

Autora e apresentadora do programa Infantil O Cantinho da Pequenada na Rádio Clube de Gaia (1987) e coordenadora da página “Ensino e Educação” do jornal Contemporâneo (1988). Faz parte dos corpos directivos da Associação de Escritores de Gaia e da Associação Amigos do Solar dos Condes de Resende/Confraria Queirosiana; é mesária da Confraria Queirosiana; faz parte do conselho editorial da “Revista de Portugal”, e é membro associado do Gabinete de História, Arqueologia e Património, presidente do Clube Literário Queirosiano e da Comissão de Itinerários.  Tem feito comunicações em vários encontros de professores, escritores e bibliotecários, participado em Feiras do Livro e feito animação de bibliotecas públicas (em Portugal e Galiza) e escolares em encontros com os alunos em escolas portuguesas e galegas. Participou no projecto “Malas Viaxeiras” e “Estafeta do Conto” com a Junta da Galiza e a Delegação Norte do Ministério da Cultura.

 

TEMA: A EDIÇÃO BILINGUE

 

A partir do relato de uma experiência implementada em Bibliotecas do Norte de Portugal e da Galiza, pela Xunta da Galiza e pela Delegação Norte do Ministério da Cultura, no ano de 2005, chamada Estafeta do Conto, em que participaram quatro escritores galegos e quatro portugueses e de que resultaram dois livros escritos a quatro mãos, mas com ideias de mais de duzentas crianças do 2º ciclo, pretende-se mostrar que:

1º-  o contacto entre as duas variantes da língua no seu registo oral ou escrito deve ser feito precocemente através da Literatura e com o envolvimento de bibliotecas municipais ou escolares, contando com a participação de escritores das duas nações;

2º- as edições das obras resultantes dessa colaboração devem ser bilingues, de maneira a que cada criança conheça melhor a sua variante linguística e a do outro;

3º- como já demonstrámos anteriormente, entre falantes de variantes da mesma língua só as edições bilingues permitem que se proceda, simultaneamente, o conhecimento da outra variante, possibilitam o confronto entre as duas, bem como o trabalho sobre a própria língua.

 

4.      ÂNGELO CRISTÓVÃO, Associação de Amizade Galiza-Portugal                                 regressar página inicial    

 

Nasceu em Santiago de Compostela em 1965. Licenciado em Psicologia pela Universidade de Santiago (1988), especializou-se em Psicologia Social, tendo-se dedicado a estudar os métodos e técnicas de investigação nas ciências sociais. A sua actividade no mundo empresarial não o impede desenvolver um vivo interesse pela investigação em temas e língua e cultura.

Em 1987 participa no III Congresso Espanhol de Psicologia Social (València), com a comunicação: “Uma escala de atitudes perante o uso da língua”, publicada posteriormente na revista Agália. Desde esse mesmo ano colabora activamente na Comissão Sociolinguística da AGAL, sendo o seu coordenador até 1990, em que publica na revista Noves de Sociolinguística (Barcelona) uma “Bibliografia de sociolinguística lusófona”, reeditada na revista Temas do Ensino de Linguística e Sociolinguística (Braga).

Em Novembro de 2004 publica a edição crítica (sob a sua responsabilidade) do primeiro livro em português do reconhecido sociólogo catalão Lluís V. Aracil: Do latim às línguas nacionais: introdução à história social das línguas europeias. (AAG-P, Braga). O livro é lançado pelo autor em 26 de Novembro de 2004, durante a realização do II Seminário de Políticas Linguísticas da Associação de Amizade Galiza-Portugal, em que exerce a função de secretário. ~

 

Artigos e comunicações publicadas:

(1988a): "Identidade linguística na Galiza espanhola", in Nós, núm. 16-20, pp. 139-146.

(1988b): "Uma escala de atitudes perante o uso da língua", in Agália, n.º 14 (Verão), pp. 157-177.

(1988c): "Considerações sobre as atitudes face à língua na Galiza", in Temas do Ensino de Linguística e Sociolinguística, vol. IV-V, n.º 14-20, pp. 123-127.

(1989): "Aspectos sociolinguísticos da problemática linguística e nacional na Galiza Espanhola", in Actas do II Congresso da Língua Galego-Portuguesa na Galiza, Ourense, pp. 237-254.

(1990): "Bibliografia de Sociolinguística lusófona", in Temas do Ensino de Linguística e Sociolinguística, vol. VI, n.º 21-26, pp. 71-99; in Noves de Sociolingüística, n.º 9, Barcelona, pp. 3-33.

(1992): "Language Planning: Atitudes", in Actas I Congreso de Planificación Lingüística, Santiago de Compostela,  pp. 383-400.

(1994): “Medição de variáveis: competência e uso linguístico”, in Cadernos do Instituto de Estudos Luso-Galaicos "Manuel Rodrigues Lapa - Ricardo Carvalho Calero". Associação de Amizade Galiza-Portugal, Série "Investigação". Vol. I, Comunicações suprimidas, n.º 2.

(2003): “Paradoxos da Galiza”, Semanário Transmontano, 3 de Julho. Na internet: <http://www.lusografia.org/paradoxos.htm>

(2004): “Questione della lingua: introdução e bibliografia”, comunicação apresentada ao VIII Congresso Luso-Afro-Brasileiro de Ciências Sociais. Coimbra. 16-17-18 de Setembro. Na internet: <http://www.questione.org/node/view/210>

(2004): (Org.) Lluís V. Aracil: Do latim às línguas nacionais: introdução à história social das línguas europeias. Associação de Amizade Galiza-Portugal. Braga.

 

TEMA: A LUSOFONIA GALEGA: PROCESSOS E MODELOS DESDE 1980

 

No texto estudamos brevemente a situação existente na altura da chamada «transición» política espanhola, em que os estudantes e utentes em geral receberam um galego castelhanizado, aprendido como matéria de segundo nível dentro do ensino oficial espanhol, ou de forma autodidata, sem mais autoridade e critério de correcção que o costume dos escritores e a sua proximidade com o padrão castelhano, a língua da alfabetização. A literatura existente demonstra como este galaico-castelhano, promovido oficialmente desde a aprovação da autonomia política para a Galiza, recebeu um processo de padronização coerente com o papel secundário que a constituição espanhola de 1978 estabelece para as “lenguas propias”, regionais. Demonstramos, com exemplos práticos, a coerência e mútua solidariedade entre os valores associados ao galego (a noção da língua), as atitudes (visíveis em diversos textos publicados e nas políticas linguísticas desenvolvidas) e os comportamentos (usos linguísticos, orais e escritos).

Em clara oposição aos âmbitos oficiais, a lusofonia galega, entendida como o conjunto dos utentes ativos e conscientes do português da Galiza tem vindo a crescer, qualitativa e quantitativamente desde que, nos começos da década de 80, foram criadas algumas associações culturais comumente conhecidas pelo nome de reintegracionistas, incidindo especialmente no hábito da escrita correta da língua. Estas organizações, através das suas atividades de investigação, divulgação, publicação e dinamização sócio-cultural, iniciaram, nos âmbitos de incidência mais imediata (o dos intelectuais e, especificamente, o universitário) um processo de mudança radical para tornar o português galego - herdado na forma de língua regional castelhanizada - na língua nacional da Galiza. Neste trabalho estudamos as mudanças das últimas décadas que afetam à noção da língua, aos modelos organizativos e às políticas a desenvolver. Ao mesmo tempo salientamos alguns dos desafios que o próprio desenvolvimento da questione della língua trará para o primeiro plano da atenção pública.

 

5.      ANTÓNIO V. BENTO, DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO, UNIVERSIDADE DA MADEIRA         regressar página inicial    

 

António V. Bento é doutorado em Ciências da Educação pela Universidade de Massachusetts – Lowell, Estados Unidos. Fez curso de pós-mestrado em Psicologia Escolar na Universidade de Massachusetts – Boston, Estados Unidos e Mestrado em Educação na mesma Universidade. Os seus interesses de Investigação são os seguintes: Administração e Gestão Escolar, Liderança organizacional, Indisciplina nas escolas, Processos e métodos de investigação e Globalização da educação. É professor auxiliar no Departamento de Ciências da Educação da Universidade da Madeira.

 

TEMA: A LÍNGUA GALEGA: PERSPECTIVA HISTÓRICA E CONTRIBUTO APARA A SUA COMPREENSÃO

 

Enquanto que até meados ou fins do séc. XIV, podemos falar de um galego-português (Galaico-Português) devido a uma quase total identidade entre a língua de Portugal e a do Noroeste da Península ou seja da província da Galiza, a partir dessa altura quebra-se essa unidade e cada língua segue separadamente a sua evolução.

De facto, a falta de individualidade política da Galiza fez estagnar o Galego na sua evolução, por outro, fazendo-o sofrer uma certa influência do espanhol que todavia, não apagou o parentesco com o português.

É a partir da constituição do governo autónomo da Junta em 1981 que se estabelecem medidas para proporcionar o conhecimento e o uso do Galego. O Estatuto de Autonomia de 1981 declara o Galego língua oficial a par do castelhano, outorgando aos cidadãos o direito de conhecer e usar o galego, e estabelece as competências do governo autónomo no uso do galego na educação.

Pode-se dizer que a comunidade Galega aspira a preservar o Galego como um símbolo da sua diferença cultural, social, e histórica.

A presente comunicação pretende perspectivar a evolução histórica da língua Galega e argumentar que a preservação da língua Galega tem importantes implicações sociológicas, culturais e psicológicas para toda a comunidade Galega.

 

6.      ANTÓNIO GIL HERNÁNDEZ, AGAL, AAG-P I.E.S. SALVADOR DE MADARIAGA                                     regressar página inicial    

 

Nado em Valhadolide (Castela-Spain), licenciado em "Filosofía y Letras" pela Universidade de Compostela. Estudou a obra do escritor Miguel Delibes, também valhisoletano. Desde os anos 80 está a trabalhar sobre o que se passa na Galiza: contribuindo para a fundação da AGAL e pertence a AAG-P. Publicada a obra 'Teses reintegracionistas' no volume coletivo QUE GALEGO NA ESCOLA? nas Eds. do Castro, SILÊNCIO ERGUEITO (1996). Em (2006) a Associação de Amizade Galiza-Portugal publicou TEMAS DE LINGUÍSTICA POLÍTICA.

 

TEMA: AOS 100 ANOS DA REAL ACADEMIA GALLEGA DE LA CORUÑA Mais uma análise de discurso

 

Sobre os textos proferidos na «Sesión inaugural del 30 de Septiembre de 1906» na «Reu­nión Recreativa e Instructiva de Artesanos» para a «Constitución de la Academia» analiso as duas tendências discursivas dominantes:

a) A representada nas palavras de Manuel Murguia, «Señor académico Presidente» e na exposição de Manuel Lago González, que poderíamos considerar “reintegracionista”. Assim diz Murguia: «[...] no se borra tan dácilmente en los labios que la mamaron, la lengua que habló este pueblo durante más de diez siglos, que es la que hablan y entienden cerca de tres millones de gallegos, dieciocho millones de habitantes en Portugal y sus dominios, doce en el Brasil.»

b) A respresentada no «Mensaje que la Directiva de la Asociación Iniciadora y Protectora de la Academia Gallega dirige a tan docta Corporación con motivo de su inauguración oficial» e no «Discurso del Excelentísimo Señor Don Leandro de Saralegui y Medina». Explica la citada Directiva: «[...] la política en España, particularmente en la última década del pasado siglo, tiene el triste privilegio de representar todos los desastres que al presente afligen a la Patria, razón por la cual, [...] sería torpeza insigne llevar su maléfica influencia al único paraje a donde no deben llegar las rivalidades y ambiciones del personalismo: al umbral académico [...]

»Descartados, pues, por inofensivos, los ataques de los eternos enemigos del progreso moral y material de nuestra patria nativa, reconcentrad vuestras fuerzas y acometed de lleno la edificación del glorioso monumento confiado a vuestra sabiduría y patriotismo.»

Procuro levar adiante a análise através dos seguintes apartados ou seções:

0.- Breve história.

1.- Discurso dominante e discurso dominado.

1.1.- Processo nacional espanhol.

1.2.- Consequências para a língua da Galiza.

2.- Os discursos académicos (1906).

2.1.- Algumas amostras: Comprovação da hipótese.

2.2.- Consequências hoje perdurantes.

3.- Conclusão.

 

7.      BARBARA JURŠIČ TERSEGLAV, tradutora e intérprete do Ministério da Administração Interna, membro da Associação eslovena de tradutores literários, Ljubljana, Eslovénia                                                                                 regressar página inicial    

 

- Licenciada em língua & literatura francesa e espanhola pela Universidade de Ljubljana, Faculdade de Letras

- Diploma de estudos de língua e literatura portuguesa, Universidade de Coimbra.

Traduções literárias: do português

- José Saramago, Ensaio sobre a Cegueira (editora Cankarjeva), 1997

- Paulo Coelho, Manual do Guerreiro da Luz (editora Vale Novak), 1998

- Paulo Coelho, Verónica decide morrer (editora Vale Novak), 1999

- Fernando Pessoa, Livro do Desassossego (editora Cankarjeva), 2001

- Irmã Lúcia, Apelos da Mensagem de Fátima (editado pelo Secretariado dos Pastorinhos), 2003

- António Lobo Antunes, Exortação aos Crocodilos (editora Cankarjeva), 2003

- Mia Couto, O último voo do flamingo; (editora Študentska založba, Beletrina), 2005

- José Saramago, Evangelho segundo Jesus Cristo (editora Cankarjeva), 2005.

- Irmã Maria Celina de Jesus Crucificado, Irmã Lúcia – a memória que dela temos, 2006.

do espanhol

- Laura Esquivel, Como Agua para Chocolate (editora Mladinska knjiga), 1999

- Enrique Barón, Europa en el alba del milenio (editora Vale Novak), 2002

- Carlos Fuentes, Aura (editora Celjska Mohorjeva), 2006.

 

Actualmente trabalha no Ministério da Administração Interna; tradutora e intérprete das línguas francesa, espanhola e portuguesa (desde 1996);

- muitas traduções técnicas

- muitos artigos escritos ou traduzidos (sobre autores lusófonos, eslovenos, a cultura eslovena ou portuguesa, os dois países, temas actuais...) para jornais e revistas eslovenas e portuguesas, emissões para a Rádio Nacional

- membro do Comité administrativo da Associação eslovena de Tradutores literários

- membro do júri pela atribuição dos apoios aos tradutores literários  

 

Tema: LÍNGUAS MINORITÁRIAS E A IMPORTÂNCIA DA TRADUÇÃO

 

Na primeira parte falo da tradução e a interpretação e as diferenças entre elas. Depois, abordo o tema das novas tecnologias que representam um precioso instrumento de apoio tanto à tradução como à interpretação. Escrevo sobre os cursos de tradução e de interpretação nos países da União europeia e das diferenças que há entre os dois, da prioridade que dá a Europa unida à interpretação e dos meios que se investem na interpretação, que, por outro lado, escasseiam na área da tradução de, especialmente, literatura séria e de qualidade.

Na segunda parte trato o tema da tradução como instrumento de preservação e revitalização linguística. Tomo o exemplo do esloveno, comparando-o com o galego e também o português, para mostrar como é imprescindível preservar as línguas minoritárias através da tradução, onde se reflectem não só a língua mas também a cultura e os costumes das nações da língua da que se traduz e da língua-alvo. Falo da importância da formação do tradutor como vínculo entre as duas culturas, literaturas, nações. Saliento que as línguas minoritárias, que são as nossas, representam uma riqueza que é necessário preservar, e falo da multiculturalidade que existe na Europa. No mosaico dela incluem-se também as nossas duas línguas e os nossos países com as suas identidades. Sublinho que o aspecto intercultural é importante para a abertura do espírito do cidadão europeu. Dedico um ponto à apresentação da lusofonia na Eslovénia.

Concluo com a constatação de que o facto de a nossa língua materna ser uma língua minoritária tem de ser considerado como uma riqueza e que a tradução tem de ajudar a preservá-la de uma forma intensa e responsável.

 

8.      CARLOS FIGUEIRAS, Universidade de Santiago de Compostela, Conselho de Redacção da Revista Agália   

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Carlos G. Figueiras (Chantada 1981), formado em Estudos Portugueses pela Universidade de Santiago de Compostela (Prémio Extraordinário do Ministério de Educación e Ciência 2005), tem participado de diferentes colectivos de acção social como a Plataforma Nunca Mais-Lisboa, surgida após o afundamento em 2002 do petroleiro Prestige frente às costas da Galiza, o Movimento Defesa da Língua (MDL), de que foi porta-voz entre 2005 e 2006, ou a Associaçom Galega da Língua (AGAL), actualmente é membro do Conselho de Redacção da Revista Agália. Colaborador de meios de comunicação como o jornal Novas da Galiza ou o Portal Galego da Língua na internet e tradutor para castelhano de Wenceslau de Moraes, como poeta tem publicado em diferentes revistas (Mea Libra, Revista das Letras, Escrita Contemporánea, Agália...) e participado em recitais celebrados na Galiza e em Portugal.

A promoção da língua portuguesa no sistema educativo da Comunidade Autónoma Galega. Uma política linguística de fronteira.

 

TEMA: A PROMOÇÃO DA LÍNGUA PORTUGUESA NO SISTEMA EDUCATIVO DA COMUNIDADE AUTÓNOMA GALEGA: UMA POLÍTICA LINGUÍSTICA DE FRONTEIRA

 

Este trabalho pretende reflectir sobre a política seguida pela Junta da Galiza a respeito da língua portuguesa no sistema educativo. Analisará as potencialidades económicas e culturais que para os jovens galegos apresenta o estudo do padrão português e atenderá para as iniciativas que, em consequência, foram desenvolvidas pelo governo autonómico com os fundos destinados para a coesão económica e social da Comunidade Europeia e o fomento da Cooperação Transfronteiriça.

Para uma melhor compreensão da situação atenderemos para a política que a respeito da língua portuguesa vem desenvolvendo, durante os últimos anos, o também governo autonómico da Estremadura espanhola e estabeleceremos uma comparação entre o grau de presença da língua portuguesa em ambos sistemas educativos.

Apresentaremos depois algumas iniciativas e propostas desenvolvidas por diferentes organizações e partidos políticos, nos últimos anos, para a promoção da língua portuguesa no sistema educativo galego, e o posicionamento da administração perante as mesmas.

Finalmente, reflectiremos sobre as ideias que a respeito da língua e da Galiza se veiculam nas actuações dos diferentes agentes sociais implicados neste processo de promoção da língua portuguesa, com a intenção de ajudarmos para o desenho de um programa de promoção da mesma que realmente venha a contribuir para coesão social interfronteiriça, e o apagamento das fronteiras culturais na euro-região Galiza - Norte de Portugal.

 

9.      GERARDO UZ, MINHO MEDIA periódico 'Novas da Galiza'                                                                     regressar página inicial    

 

GERARDO UZ RODRIGUES, Castro do Rei (Terra Chã - GALIZA, 1983)  é licenciado em Jornalismo pola Universidade de Santiago de Compostela, com as especializações em Jornalismo Multimédia e Jornalismo Audiovisual.
Desde 2005 forma parte dos conselhos de redacção do periódico mensal NOVAS DA GALIZA (www.novasgz.com) mais do PORTAL GALEGO DA LÍNGUA (www.agal-gz.org).
Devido aos seus estudos, entre 2005 e 2006 estagiou na Agência Galega de Notícias (AGN) e na Rádio Galega; e também participou noutros projectos impressos ou electrónicos, mas não só.
Destarte, formou parte da equipa que constituiu em março de 2005 o INSTITUTO GALEGO DE ESTUDOS DE SEGURANÇA INTERNACIONAL E DA PAZ (IGESIP), de cujo Núcleo de Estudos Mediáticos é secretário desde Março de 2006, sendo um dos responsáveis pela linha de investigação sobre a aplicação das novas tecnologias a projectos de cooperação para o desenvolvimento.

 

TEMA: FAZER JORNALISMO EM PORTUGUÊS NA GALIZA

 

Hoje em dia, a maioria dos meios de comunicação na Galiza são elaborados em castelhano. Os jornalistas galego-falantes não podem realizar o seu trabalho na súa língua habitual, e as instituições públicas subvencionam os média em espanhol se cobrirem uma quota de uso do galego -ou português da Galiza -, pelo que este idioma fica relegado a determinadas secções ou conteúdos -cultura, formações sindicais ou entidades vinculadas com o nacionalismo.

Ambas as duas dinâmicas fazem com que o uso do galego na maioria dos meios fique politizado, ritualizado e marginalizado, banindo-se a sua presença de secções 'sérias', como a informação económica; 'importantes', como a política; ou 'populares', como os desportos.

No meio deste contexto hostil criou-se em 2002 o periódico 'Novas da Galiza', que no seus princípios fundacionais se define "ao serviço da liberdade de expressão, para defender o direito da cidadania à informação plural e honesta", ao serviço da cultura e das manifestações artísticas, independente, comprometido com os movimentos sociais e soberanista, quer dizer, entendendo que a soberania nacional reside no povo galego, pelo qual "alentará o debate social que conduza para a conformação do nosso país como uma nação de pleno direito na Europa".

Embora a sua equipa inicial estava formada sobretudo por não profissionais, paulatinamente foi-se dando um processo de substituição das pessoas com militância política por jornalistas, e actualmente a maioria dos integrantes do projecto estão licenciados em jornalismo.

Nesta altura, o principal repto do periódico é assentar a sua presença nas zonas da Galiza onde actualmente se distribui e facilitar a sua recepção por parte do público português -o 'Novas' pode ser mercado nas principais cidades do país, e uma modesta cifra de subscritores procedem de Portugal - para continuar sendo um meio autogerido e autenticamente livre, para lá de continuar no caminho da profissionalização.

 

10. HÉCTOR CANTO, Plataforma para a emissom das rádios e televisons portuguesas na Galiza, Estudante de Engenharia de Telecomunicaçons na Universidade de Vigo                                                                     regressar página inicial    

 

Héctor Daniel Canto Veiga é galego e tem 21 anos. Actualmente mora em Vigo já que está a estudar Telecomunicaçons na Universidade da cidade mas criou-se na beira do Mar Cantábrico em Burela. Provem de família labrega mas seus pais estiverom activos no movimento social dos anos setentas na Terra Chá e em Lugo. Desde a adolescência (15 anos) participa em diversas associaçons no eido da defesa e recuperaçom da cultura e da língua galega . Na sua faceta mais lúdica é gaiteiro afeccionado em vários grupos. É membro activo da "Plataforma para a emissom das rádios e televisons portuguesas na Galiza" desde 2005.

 

 TEMA: Caminhos para a reintegraçom: os média portugueses na Galiza."

A situaçom lingüística do galego nos média é grave. Apenas os médios públicos se expressam na língua do país. Mas existe a possibilidade real de as rádios e tv's públicas portuguesas serem emitidas na Galiza. Quais som as dificuldades?

Esquema:

1.             Presentaçom da plataforma

2.             A situaçom lingüística nos média da Galiza

3.             Objectivos primários

3.             Legalidade europeia

4.             Exemplos semelhantes: A Bélgica e a Suíça

5.             Problemas técnicos

6.             Finalazaçom e questons

 

11. ISAAC ALONSO ESTRAVIZ, Professor Titular de Didáctica da Língua e Literatura Galegas na Universidade de Vigo

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 Licenciado em Filosofia polas Universidades de Comilhas (1973) e Complutense de Madrid (1974) e em Filologia Românica na mesma(1977). Doutor em Filologia Galega pola Universidade de Santiago de Compostela (1999) com a tese O Falar dos Concelhos de Trasmiras e Qualedro. Em 1986, assistiu como observador ao Encontro sobre Unificação Ortográfica da Língua Portuguesa, 6-12 Maio de 1986 no Rio de Janeiro. Professor Titular de Didáctica da Língua e Literatura Galegas na Universidade de Vigo. É membro da Comissom Linguistica da AGL e do Conselho de Redacçom da Revista Agália

 

LIVROS PUBLICADOS

·                     Contos con reviravolta: arando no mencer, Castrelos, 1973

·                     Dicionário galego ilustrado "Nos", Nos, 1983

·                     Dicionário da língua galega, Alhena, 1986

·                     Estudos filológicos galegoportugueses, Alhena, 1987

·                     Dicionário da língua galega, Sotelo Blanco, 1995

·                     Os intelectuais galegos e Teixeira de Pascoães: epistolário, junto com Eloísa Álvarez, Ed. do Castro, 2000

·                     Seis Projectos de Expressom Artística Globalizada, para crianças de 6-8 anos (em equipa), Vigo 2002

ALGUNS ARTIGOS PUBLICADOS

·                     «Variantes dialectais portuguesas normativizadas no galego do ILG(RAG)», in Actas III Congresso Internacional da Língua Galego-Portuguesa na Galiza, 1992, pp. 49-61.

·                     «Interferências linguísticas em textos castelhanos dos séculos XVI a XIX no Concelho de Cea», in O uso das línguas minoritárias na perspectiva da Europa Comunitária, Agal, 1993, pp. 21-47.

·                     «Modalidades do Galego nos Concelhos de Trasmiras e Qualedro», in Actas IV Congresso Internacional da Língua Galego-Portuguesa na Galiza, Agal, 1996, pp. 11-20.

·                     «Identidade Cultural Luso-Galaica», in Actas Congresso Internacional Identidade Cultural e Cooperaçom Transfronteiriça, 1995.

·                     «A Literatura Popular Cantada nas Aulas de Didáctica da Língua e Literatura», in Língua, Literatura e Arte. Aspectos Didácticos, 1996.

·                     «A Lengalenga Popular Galega como Meio de Ensino». in Actas del VII Congreso Internacional de la Sociedad Española de Didáctica de la Lengua y la Literatura, Corunha, 2004, pp. 291-302. 

 

Tema: o dicionário electrónico estraviz

 

O e-Estraviz é um dicionário da língua galego-portuguesa onde se recolhe uma grande multidão de léxico familiar e rural próprio da Galiza mas que existe também no território português, vocábulos expulsos dos dicionários portugueses por os considerar regionalismos ou provincianismos. É este um dos mais completos manuais das línguas românicas p